segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Pela valorização dos livros...

PELA VALORIZAÇÃO DOS LIVROS
na avaliação da Área de Educação na CAPES


Clique na imagem e acesse o link para assinar o abaixo-assinado.

À Coordenação da Área de Educação da CAPES

Nós, abaixo assinados, docentes e discentes dos Programas de Pós-Graduação em Educação de várias partes do país, vimos solicitar que a Coordenação de Avaliação da Área de Educação da CAPES acolha as sugestões e solicitações das Coordenações de nossos Programas, apresentadas na última reunião em Brasília, no sentido de não desvalorizar, na avaliação quadrienal que se aproxima, os livros autorais e capítulos de livros por nós produzidos e publicados pelas mais diversas editoras do Brasil e do exterior.

No campo da Educação, assim como no conjunto das ciências humanas e sociais, a exposição dos resultados de pesquisas científicas e/ou de interpretações e ensaios na “forma livro” se constitui em uma tradição das mais importantes e uma das especificidades da produção e divulgação dos conhecimentos que nelas são produzidos. Particularmente no campo da educação, as opiniões são formadas e as referências consolidadas por meio dos livros e capítulos, o que nos identifica de maneira diferente de outras áreas. Do mesmo modo, pesquisas demonstram que, ainda hoje, nessas áreas, o reconhecimento da contribuição dos autores e autoras, na forma de remissão ou citação, por exemplo, se dá majoritariamente pela referência aos livros autorais ou capítulos de livros do que pela referência a artigos publicados em revistas indexadas nacional e internacionalmente.

É por isso que as Coordenações de Área da Educação têm feito, historicamente, um esforço, em conjunto com as demais áreas das ciências humanas e sociais, para que a CAPES reconheça os livros autorais ou coletâneas como uma maneira não apenas legítima, mas de grande importância para a difusão dos conhecimentos nelas produzidos. Esse esforço, por sua vez, também tem encontrado apoio, de forma sistemática, no conjunto das organizações científicas representantes dos Programas de Pós-Graduação e dos docentes e discentes da Grande Área de Humanas e Sociais.

A CAPES tem reconhecido a importância do livro, como pode ser aferido ao longo das avaliações até aqui realizadas. Como se sabe, recentemente, no quadriênio em curso, a própria CAPES nomeou uma Comissão, composta por representantes de todas as Grandes Áreas do Sistema de Pós-Graduação, para discutir e propor aperfeiçoamento no processo de avaliação de livros em todas as áreas. Essa Comissão reconhece que:

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

X CBHE - Carta de Belém


CARTA DE BELÉM

A Sociedade Brasileira de História da Educação, reunida na sua assembleia geral ordinária, na cidade de Belém, estado do Pará, no dia 04 de setembro de 2019, vem a público para se manifestar em defesa da educação pública, da ciência e da democracia.
Esse posicionamento implica na valorização de conquistas históricas da população brasileira consagradas na Constituição Federal de 1988, dentre as quais destacamos:

1. A garantia de gratuidade e de obrigatoriedade da oferta, pelo Estado, da educação básica a toda a população;
2. O respeito à liberdade de ensino, pensamento e de expressão de professores e alunos, intelectuais e artistas e todos aqueles que desenvolvem atividades ligadas à cultura e à produção e disseminação do conhecimento;
3. O reconhecimento de que a educação escolar visa a divulgação dos conhecimentos científicos e o aprendizado do pensamento racional, bem como a preparação para a participação cidadã na vida social;
4. O entendimento das instituições educativas como lugares de socialização e cultivo de sentimentos de solidariedade, colaboração e empatia, recusando todas as formas de preconceitos, sejam eles de raça, gênero, sexualidade, credo religioso ou opção política;
5. O reconhecimento da importância da produção, disseminação e aplicação do conhecimento científico, indispensável ao desenvolvimento econômico e tecnológico, direcionado à melhoria das condições de vida da população.

Nesse sentido, consideramos ser urgente:

1. Garantir o pleno funcionamento das universidade públicas , especialmente diante do atual quadro de contingenciamento e corte de recursos;
2. Garantir as políticas de democratização do acesso e permanência nas universidades públicas e privadas, tais como as políticas de cotas, de financiamento e demais ações inclusivas;
3. Reafirmar a rejeição categórica ao Projeto Future-se, recentemente anunciado pelo Ministério da Educação, que prevê a associação das universidades públicas com os agentes privados atuantes no mercado, implicando na perda da autonomia das universidades públicas na gestão de seus recursos e na definição de suas metas de atuação acadêmica e social.

Assim, reforçamos a nossa posição em favor:

1. Da autonomia universitária e da gestão democráticas das instituições de ensino superior;
2. Da liberdade de ensino, pensamento e expressão;
3. Da valorização da ciência e da cultura;
4. Da defesa do meio ambiente, seriamente negligenciada na atualidade,
5. Da democracia e da justiça social como valores que devem orientar a convivência social e as relações entre os indivíduos e o Estado, resguardando a pluralidade e a diversidade que caracterizam a cultura e a sociedade brasileira.

Belém, 04 de Setembro de 2019.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

CHAMADA 1 – Colóquio Internacional – “Independência e Instrução na América e África: História, Memória e Formação”

Como se deram os processos de independência na América e África? 

Que relações foram estabelecidas entre a "invenção" das nações e os projetos de formação e instrução das populações? 

Participe do COLÓQUIO INTERNACIONAL: INDEPENDÊNCIA E INSTRUÇÃO NA AMÉRICA E ÁFRICA – HISTÓRIA, MEMÓRIA E FORMAÇÃO e venha contribuir com esta reflexão importante e cada vez mais necessária. 

Divulgue amplamente!

Acesse o site ao clicar no cartaz de divulgação abaixo...



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